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FINAL FANTASY TACTICS: Uma obra esquecida no tempo.

Maio 28, 2020

Para estrear o blog, o jogo que me fez ficar apaixonado por RPGS.

Recentemente li uma noticia que falava sobre o lançamento de um novo jogo do Ragnarök para celulares, batizado de Ragnarök Tactics. Esse título me lembrou quase que instantaneamente de uma obra prima dos anos 90, Final Fantasy Tactics: The War of the Lion.

Nos anos 90 os fãs da franquia Final Fantasy e os fãs dos jogos de RPG/JRPG tinham acabado de ser apresentados ao Final Fantasy VII, que me parece hoje em dia ter sido o carimbo mental da franquia da produtora SquareSoft, atual Square Enix, quando se fala em Final Fantasy é praticamente impossível não relacionar a imagem do jogo aos personagens Cloud Strife ou Sephiroth, isso também se deve ao fato da produtora ter investido e ainda investir até os dias de hoje na promoção dos personagens em questão, com o filme Final Fantasy Advent Children e o atual remake do FF7.

O que pouca gente lembra, mas que também deveria ter ganhado um remake para a geração atual, é que no mesmo período de tempo a SquareSoft teve outro sucesso, porém, em um estilo inovador pra franquia, em 20 de Junho de 1997, foi lançado o Final Fantasy Tactics para o sistema da Sony, o PlayStation 1.

Embora o game ainda ocorra no mundo de Final Fantasy, seus elementos de batalha foram mudados por completo, fugindo das telas genéricas onde os protagonistas se posicionavam de um lado e os inimigos do outro. Adotando uma visão tridimensional isométrica onde cada detalhe influi no resultado da batalha, desde a escolha dos campeões até seu posicionamento. Uma escolha errada resulta em derrota.

E como era fácil ser derrotado neste jogo.

O Final Fantasy Tactics levou muito a sério seu sistema de classes para desenvolver personagens. Ele é um dos principais atrativos do jogo e também foi o que mais marcou a série, pois resgatou elementos clássicos. Os personagens poderiam ser clérigos, magos, invocadores, guerreiros, ladinos e até ninjas ou samurais. Cada classe destravava outra, de acordo com requisitos cumpridos pelo usuário – e algumas delas eram secretas.

Carregando uma história repleta de reviravoltas que prende o jogador neste incrível mundo medieval. Tendo uma temática bastante politizada a nível shakespeariano, lembrando muito o clássico MacBeth, do eterno autor inglês ou até mesmo Game of Thrones, pois, há muitos elementos em comum nas duas obras: famílias que lutam pela disputa de um trono, jogo de interesse com personagens importantes, traições e até morte de personagens que ninguém esperava. São pontos comuns em histórias medievais, mas a forma como são tratados por aqui é que surpreendeu, pela proximidade.

Alguns personagens ilustres aparecem no jogo: um deles é Cloud Strife (FF VII) como personagem jogavel, é possível recrutá-lo quase no final do jogo. Outra é a Aerith que aparece vendendo flores (desta vez ela não é morta).

Enfim, Final Fantasy Tactics foi uma inovação, trouxe um novo aspecto de jogabilidade aos RPGs da franquia, diferenciais bastante atrativos dando importância ao raciocínio tático de batalhas, indo bem além do simples “farmar” de personagem para ganhar XP. Com uma história cativante, cheia de reviravoltas, traições e mortes – inclusive de personagens importantes – o jogo foi muito além de um RPG comum.

Inteligência tática, saber se programar e preparar personagens para cada batalha, e uma trama shakespeariana, trouxe um patamar único a este jogo, tornando-o um clássico atemporal e divertido de jogar, mesmo após 20 anos de seu lançamento.